sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
O PLÁSTICO DO BANCO DO CARRO
"Lembrei-me de uma historia sobre uma médica conhecida aqui em Maceió, que trocava o carro de dois em dois anos. Pois bem, acontece que a doutora era extremamente zelosa com seus carros comprados novos em folha, tanto que não removia os plásticos que vinham no estofamento do veículo. Sorte daquele que comprasse seu carro usado.
Um belo dia ao vender seu automóvel com dois anos de uso, o felizardo comprador olhou o estado do carro e os plásticos no banco e vibrou:
- Poxa, o carro tá novinho e ainda com o plástico!
E arrancou vigorosamente esses benditos plásticos feliz com a compra realizada.
A médica olhou atônita a cena e imediatamente percebeu quão tola estava sendo nesses anos todos. Quantas vezes sentou no banco quente sobre o plástico que colava desconfortavelmente em sua pele suada? Fora o barulho e a sensação incômoda do contato do seu corpo...
Então ela percebeu que guardava o SEU carro, abria mão do SEU conforto para o próximo dono...
Reflexão dessa história:
Quantas vezes damos o nosso melhor na rua, no trabalho, com colegas, e negligenciamos nossa família e nós mesmos?
Quantas vezes deixamos de viver o hoje pensando em valorizar bens materiais ou impressionar pessoas que nem vale a pena?
Portanto, meus amigos, rasguem o plástico do banco hoje!
Walmar Coelho
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Amor ou vício?
Um texto belíssimo que fala da nossa dificuldade de abandonar o que não é mais pra ser...
“Concedei-nos Senhor, serenidade necessária, para aceitar as coisas que não podemos modificar, coragem para modificar aquelas que podemos e sabedoria para distinguirmos umas das outras.”
Reihold Niebuhr
Será que você gosta mesmo ou só está viciado(a)? Não , você não entendeu errado, a pergunta é essa mesmo: É amor ou droga?
Alguns relacionamento são tão lesivos que consomem as pessoas como drogas e , como qualquer outro vício, às vezes é necessário até ajuda externa para largar. E o pior, juramos por tudo que é mais sagrado que é amor. Não é!
Amor não machuca, não diminui, não humilha, maltrata, troca, nem muito menos prende… Amor, de verdade, nos faz crescer, nos faz querer sermos melhores não só para nós mesmos, mas para o bem de outra pessoa. O verdadeiro amor liberta!
Então, como em um tratamento de choque, experimente fumar aquele último cigarro, dar o seu derradeiro trago no “amor” e depois jogue o maço fora. Abandone-o de vez,esqueça, corte o mal pela raiz e nunca mais ouse a acendê-lo!
Diga não as drogas!
Afaste-se de gente complicada, simplifique sua vida a engrandeça seus pensamentos, abra seus horizontes. Viaje, caminhe, dance, trabalhe, divirta-se, cante,cozinhe, brinque, ria, faça amigos, leia um livro! Leia “Pimentas” de Rubem Alves, garanto que será um excelente “detox”!
Aí, um dia, como outro qualquer, você descobre que não é preciso muito para ser feliz, que ficar sozinho(a) não é o fim do mundo, e que aquilo que você achava ser a metade da sua laranja, era, na verdade, um abacaxi!
Então amigo(a), desapega, desintoxica e vai viver!
Reihold Niebuhr
Será que você gosta mesmo ou só está viciado(a)? Não , você não entendeu errado, a pergunta é essa mesmo: É amor ou droga?
Alguns relacionamento são tão lesivos que consomem as pessoas como drogas e , como qualquer outro vício, às vezes é necessário até ajuda externa para largar. E o pior, juramos por tudo que é mais sagrado que é amor. Não é!
Amor não machuca, não diminui, não humilha, maltrata, troca, nem muito menos prende… Amor, de verdade, nos faz crescer, nos faz querer sermos melhores não só para nós mesmos, mas para o bem de outra pessoa. O verdadeiro amor liberta!
Então, como em um tratamento de choque, experimente fumar aquele último cigarro, dar o seu derradeiro trago no “amor” e depois jogue o maço fora. Abandone-o de vez,esqueça, corte o mal pela raiz e nunca mais ouse a acendê-lo!
Diga não as drogas!
Afaste-se de gente complicada, simplifique sua vida a engrandeça seus pensamentos, abra seus horizontes. Viaje, caminhe, dance, trabalhe, divirta-se, cante,cozinhe, brinque, ria, faça amigos, leia um livro! Leia “Pimentas” de Rubem Alves, garanto que será um excelente “detox”!
Aí, um dia, como outro qualquer, você descobre que não é preciso muito para ser feliz, que ficar sozinho(a) não é o fim do mundo, e que aquilo que você achava ser a metade da sua laranja, era, na verdade, um abacaxi!
Então amigo(a), desapega, desintoxica e vai viver!
Laura Barreto
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Não existe dia ruim.
Não existe dia ruim. Sempre há chance do dia ser feliz. Mesmo que seja tarde. Mesmo que seja de madrugada. Uma gentileza salva o dia. Um bife milanesa salva o dia. Uma gola branca e engomada salva o dia. Uma emoção involuntária salva o dia.
Nunca o dia está inteiramente perdido. Não devemos acreditar que uma tristeza chama a outra, que se algo acontece de errado tudo então vai dar errado. Lei de Murphy não foi aprovada pela Câmara dos Deputados.
Confio no improviso, na casualidade, no movimento das cortinas na janela.
Até o último minuto antes da meia-noite, você pode resgatar o contentamento. É uma gargalhada do filho diante da papinha, transformando a cadeira num imenso prato. É algum amigo telefonando para confessar saudade. É sua mulher procurando beijar a orelha mandando sinais de seu desejo. É o barulho da chuva na calha, é o estardalhaço do sol na varanda. É encontrar - iniciando na tevê - um filme que adora e já assistiu cinco vezes. É oferecer colo ao seu gato. É planejar uma viagem de férias. É terminar um livro que abandonou pela metade. É ouvir sua coleção de LPs da adolescência. É comprar uma calça jeans em promoção. É adormecer no sofá e receber a coberta silenciosa de sua companhia. É a possibilidade feminina de passar um batom e pintar as unhas. É possibilidade masculina de devolver a bola quando ela sobe a cerca num jogo de crianças
A felicidade é pobre. A felicidade precisa de apenas um abraço bem feito.
Sigo esperançoso. Não coleciono tragédias. Sofro e apago. Sofro e mudo de assunto, abro espaço para palavras novas, para lembranças novas.
Vejo o esforço da abelha tentando sair do vidro, e não sou melhor do que ela. Vejo o esforço da formiga carregando uma casca de laranja, e não sou melhor do que ela. Viver é esforço e nos traz a paz de sonhar – querer não fazer nada é que cansa.
Não existe dia que não ganhe conserto. Não existe dia morto, dia de todo inútil.
Não desista da alegria somente porque ela se atrasou. Pode ter recebido esporro do chefe, ainda assim a hora está aberta. Comer um picolé de limão é capaz de restituir sua infância.
Não encerre o expediente com o escuro do céu. Pode não ter grana para pagar as contas e ter que escolher o que é menos importante para adiar, ainda assim é possível se divertir com o cachorro carregando seu chinelo para o quarto.
Quando acordo com o pé esquerdo, sou canhoto. Não existe dia derrotado.
Nunca o dia está inteiramente perdido. Não devemos acreditar que uma tristeza chama a outra, que se algo acontece de errado tudo então vai dar errado. Lei de Murphy não foi aprovada pela Câmara dos Deputados.
Confio no improviso, na casualidade, no movimento das cortinas na janela.
Até o último minuto antes da meia-noite, você pode resgatar o contentamento. É uma gargalhada do filho diante da papinha, transformando a cadeira num imenso prato. É algum amigo telefonando para confessar saudade. É sua mulher procurando beijar a orelha mandando sinais de seu desejo. É o barulho da chuva na calha, é o estardalhaço do sol na varanda. É encontrar - iniciando na tevê - um filme que adora e já assistiu cinco vezes. É oferecer colo ao seu gato. É planejar uma viagem de férias. É terminar um livro que abandonou pela metade. É ouvir sua coleção de LPs da adolescência. É comprar uma calça jeans em promoção. É adormecer no sofá e receber a coberta silenciosa de sua companhia. É a possibilidade feminina de passar um batom e pintar as unhas. É possibilidade masculina de devolver a bola quando ela sobe a cerca num jogo de crianças
A felicidade é pobre. A felicidade precisa de apenas um abraço bem feito.
Sigo esperançoso. Não coleciono tragédias. Sofro e apago. Sofro e mudo de assunto, abro espaço para palavras novas, para lembranças novas.
Vejo o esforço da abelha tentando sair do vidro, e não sou melhor do que ela. Vejo o esforço da formiga carregando uma casca de laranja, e não sou melhor do que ela. Viver é esforço e nos traz a paz de sonhar – querer não fazer nada é que cansa.
Não existe dia que não ganhe conserto. Não existe dia morto, dia de todo inútil.
Não desista da alegria somente porque ela se atrasou. Pode ter recebido esporro do chefe, ainda assim a hora está aberta. Comer um picolé de limão é capaz de restituir sua infância.
Não encerre o expediente com o escuro do céu. Pode não ter grana para pagar as contas e ter que escolher o que é menos importante para adiar, ainda assim é possível se divertir com o cachorro carregando seu chinelo para o quarto.
Quando acordo com o pé esquerdo, sou canhoto. Não existe dia derrotado.
Uma Oração para os Vivos
Que honremos o fato de ter nascido, e que saibamos desde cedo que não basta rezar um Pai- Nosso para quitar as falhas que cometemos diariamente. Essa é uma forma preguiçosa de ser bom. O sagrado está na nossa essência, e se manifesta em nossos atos de boa-fé e generosidade, frutos de uma percepção profunda do universo, e não de ocasião. Se não estamos focados no bem, nossa aclamada religiosidade perde o sentido.
Que se perceba que quando estamos dançando, festejando, namorando, brindando, abraçando, sorrindo e fazendo graça, estamos homenageando a vida, e não a maculando. Que sejam muitos esses momentos de comemoração e alegria compartilhados, pois atraem a melhor das energias. Sentir-se alegre não deveria causar desconfiança, o espírito leve só enriquece o ser humano, pois é condição primordial para fazer feliz a quem nos rodeia.
Que estejamos sempre abertos, se não escancaradamente, ao menos de forma a possibilitar uma entrada de luz pelas frestas. Que nunca estejamos lacrados para receber o que a vida traz. Novidade não é sinônimo de invasão, deturpação ou violência. Acreditemos que o novo é elemento de reflexão: merece ser avaliado sem preconceito ou censura prévia.
Que tenhamos com a morte uma relação amistosa, já que ela não é apenas portadora de más notícias. Ela também ensina que não vale a pena se desgastar com pequenas coisas, pois no período de mais alguns anos estaremos todos com o destino sacramentado, invariavelmente. Perder tempo com picuinhas é só isso, perder tempo.
Que valorizemos nossos amigos mais íntimos, as verdadeiras relações pra sempre.
Que sejamos bem-humorados, porque o humor revela consciência da nossa insignificância – os que não sabem brincar se consideram superiores, porém não conquistam o respeito alheio que tanto almejam. Ria e engrandeça-se.
Que o mar esteja sempre azul, que o céu seja farto de estrelas, que o vinho nunca seja proibido, que o amor seja respeitado em todas as suas formas, que nossos sentimentos não sejam em vão, que saibamos apreciar o belo, que percebamos o ridículo das ideias estanques e inflexíveis, que leiamos muitos livros, que escutemos muita música, que amemos de corpo e alma, que sejamos mais práticos do que teóricos, mais fáceis do que difíceis, mais saudáveis do que neurastênicos, e que não tenhamos tanto medo da palavra felicidade, que designa apenas o conforto de estar onde se está, de ser o que se é e de não ter medo, já que o medo infecciona a mente.
Que nosso Deus, seja qual for, não nos condene, não nos exija penitências, seja um amigo para todas as horas, sem subtrair nossa inteligência, prazer e entrega às emoções que nos fazem sentir plenos.
A vida é um presente, e desfrutá-la com leveza, inteligência e tolerância é a melhor forma de agradecer – aliás, a única.
Que se perceba que quando estamos dançando, festejando, namorando, brindando, abraçando, sorrindo e fazendo graça, estamos homenageando a vida, e não a maculando. Que sejam muitos esses momentos de comemoração e alegria compartilhados, pois atraem a melhor das energias. Sentir-se alegre não deveria causar desconfiança, o espírito leve só enriquece o ser humano, pois é condição primordial para fazer feliz a quem nos rodeia.
Que estejamos sempre abertos, se não escancaradamente, ao menos de forma a possibilitar uma entrada de luz pelas frestas. Que nunca estejamos lacrados para receber o que a vida traz. Novidade não é sinônimo de invasão, deturpação ou violência. Acreditemos que o novo é elemento de reflexão: merece ser avaliado sem preconceito ou censura prévia.
Que tenhamos com a morte uma relação amistosa, já que ela não é apenas portadora de más notícias. Ela também ensina que não vale a pena se desgastar com pequenas coisas, pois no período de mais alguns anos estaremos todos com o destino sacramentado, invariavelmente. Perder tempo com picuinhas é só isso, perder tempo.
Que valorizemos nossos amigos mais íntimos, as verdadeiras relações pra sempre.
Que sejamos bem-humorados, porque o humor revela consciência da nossa insignificância – os que não sabem brincar se consideram superiores, porém não conquistam o respeito alheio que tanto almejam. Ria e engrandeça-se.
Que o mar esteja sempre azul, que o céu seja farto de estrelas, que o vinho nunca seja proibido, que o amor seja respeitado em todas as suas formas, que nossos sentimentos não sejam em vão, que saibamos apreciar o belo, que percebamos o ridículo das ideias estanques e inflexíveis, que leiamos muitos livros, que escutemos muita música, que amemos de corpo e alma, que sejamos mais práticos do que teóricos, mais fáceis do que difíceis, mais saudáveis do que neurastênicos, e que não tenhamos tanto medo da palavra felicidade, que designa apenas o conforto de estar onde se está, de ser o que se é e de não ter medo, já que o medo infecciona a mente.
Que nosso Deus, seja qual for, não nos condene, não nos exija penitências, seja um amigo para todas as horas, sem subtrair nossa inteligência, prazer e entrega às emoções que nos fazem sentir plenos.
A vida é um presente, e desfrutá-la com leveza, inteligência e tolerância é a melhor forma de agradecer – aliás, a única.
MARTHA MEDEIROS
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Adoro Carpinejar...
Se você recusou sua rotina, deixou de fazer aquilo que mais gostava em nome de alguém, torrou seus bens, abandonou os amigos e os prazeres mais fundamentais, isso não é amor, é paixão.
A paixão é uma fatalidade, o amor é uma escolha.
A paixão é egoísta, o amor é generoso.
A paixão é renúncia, o amor é recomeço.
A paixão arrebenta, o amor adapta.
A paixão é confinamento, o amor é abrigo.
Não há paixão pequena, paixão simbólica, paixão discreta: é grandiosa no início e escandalosa no final.
Não recomendo, muito menos desaconselho: é experiência para os fortes.
Nada do que viveu antes terá sentido, nada do que possa viver depois terá sentido. Conjugará interminavelmente o presente do indicativo.
Atingirá um extremo emocional perigoso: você passa a ser do outro em tempo integral. Conhecerá sua pior crise de nervos, seu mais fundo estresse emocional, seu mais absurdo esgotamento da memória, sua mais humilhante falência financeira.
Uma vez apaixonado, você rejuvenesce 10 anos em 10 horas. Mas, uma vez desapaixonado, você envelhece 10 anos em 10 horas.
A paixão ou é imensa, ou não é. Ela não pede desculpa, não negocia: equivale a uma dependência química em seu estado mais selvagem.
É o equivalente ao sequestro de uma vida. A própria vida. Você é o sequestrador e o refém ao mesmo tempo.
Não há desconto, adiamentos, pechincha. A paixão exige pagamento à vista, execução sumária.
Nunca vi nenhum apaixonado transferir compromisso para o dia seguinte, ele somente antecipa.
Não é que a paixão seja rápida, é devastadora, não sobra coisa alguma para continuar.
O apaixonado não abre negócios, mas fecha portas. Não areja a cabeça, não tem grandes ideias, não combate preconceitos, emburrece progressivamente, a ponto de só ter um número para ligar e um lugar para ir.
Ele não tem sangue-frio, não raciocina, não elabora planos, não arruma álibis.
A paixão é um crime malfeito, facilmente descoberto.
Os envolvidos desprezam o mundo, não se importam se estão sendo vistos, se beijam em público, se são casados, noivos ou recém-viúvos, se serão criticados pelos vizinhos e familiares.
O apaixonado joga tudo para o alto e não fica para segurar nada.
Ele não tem discernimento, não lê jornal, perde sua capacidade de decidir sobre a trajetória. Apresenta a superstição de um velho, a intuição de uma criança.
É um idiota sábio. Idiota porque não se defende da tristeza, sábio porque não se protege da alegria.
Não existe mais bom e ruim, certo e errado, esquerda e direita. Não tem sentido julgar. Não tem como se orgulhar do que foi realizado, muito menos se arrepender.
Você muda de personalidade, larga trabalho, descuida da família para se dedicar inteiramente a não pensar e somente sentir.
Não podemos nem dizer se a paixão ajuda ou atrapalha, ela acontece. É uma sorte azarada.
sexta-feira, 5 de julho de 2013
LENÇOL SUJO?
Um casal, recém-casados, mudou-se para um bairro muito tranqüilo.
Na primeira manhã que passavam na casa, enquanto tomavam café, a mulher reparou através da janela em uma vizinha que pendurava lençóis no varal e comentou com o marido:
- Que lençóis sujos ela está pendurando no varal!
- Está precisando de um sabão novo.
Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas!
O marido observou calado.
Alguns dias depois, novamente, durante o café da manhã, a vizinha pendurava lençóis no varal e a mulher comentou com o marido:
- Nossa vizinha continua pendurando os lençóis sujos!
Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas!
E assim, a cada dois ou três dias, a mulher repetia seu discurso, enquanto a vizinha pendurava suas roupas no varal.
Passado um tempo a mulher se surpreendeu ao ver os lençóis muito brancos sendo estendidos, e empolgada foi dizer ao marido:
- Veja, ela aprendeu a lavar as roupas, Será que outra vizinha ensinou??? Porque eu não fiz nada.
O marido calmamente respondeu:
- Não, hoje eu levantei mais cedo e lavei os vidros da nossa janela!
E assim é.
Tudo depende da janela, através da qual observamos os fatos.
Antes de criticar, verifique se você fez alguma coisa para contribuir, verifique seus próprios defeitos e limitações.
Olhe antes de tudo, para sua própria casa, para dentro de você mesmo.Só assim poderemos ter noção do real valor de nossos amigos.
Lave sua vidraça.
Abra sua janela.
Faça tudo valer a pena!
Durma quando o sono bater
Acorde quando Deus quiser
Assista menos TV
Cante no chuveiro, escreva um livro, faça um filme, se apaixone todo dia
por você...
Pare tudo ao entardecer
não importa o que tiver pra fazer
Veja o sol se pondo no mar
Ria sem motivo, pinte um quadro, veja desenho animado
Se apaixone de verdade por alguém
Faça tudo valer a pena
a vida é tão imensa e ao mesmo tempo é tao pequena
Faça tudo valer a pena
Dizer EU TE AMO não devia ser um problema
Faça o que quiser fazer
Fale o que a voz quer dizer
Que seja como tiver de ser
Jogue o seu relógio fora, conte estrelas, molde nuvens
Se apaixone todo dia
pelo mesmo alguém
Faça tudo valer a pena
a vida é tão imensa e ao mesmo tempo é tao pequena
Faça tudo valer a pena
Dizer EU TE AMO não devia ser problema pois,
"tudo vale a pena quando a alma não é pequena"
Faça tudo valer a pena
a vida é tão imensa e ao mesmo tempo é tao pequena
Faça tudo valer a pena
Dizer EU TE AMO não devia ser um problema
Faça tudo valer a pena...
Faça tudo valer a pena...
Música - Rub
terça-feira, 2 de julho de 2013
EU SOU BONITO
Parei de pintar as unhas depois de sete anos.
Parei de desenhar palavras na cabeça depois de cinco anos.
Parei de usar óculos coloridos de mosca depois de quatro anos.
Eu me escondia na extravagância, me ocultava com o exagero.
Ninguém falaria direto de minha feiura porque enxergaria primeiro as unhas pintadas, em seguida os cabelos estranhos, logo mais os óculos coloridos. O excesso de informação me salvaria do deboche.
Matava os olhos alheios pelo cansaço.
Atravessei minha vida distraindo o interlocutor com acessórios e disfarces. Ele não me via, ele me perdia com tanta coisa para olhar.
Se não havia jeito de anular o julgamento, complicaria o veredicto. Realmente me protegia do desaforo na irreverência. Era uma tática de guerra contra o bullying.
Como não tinha como não chamar atenção, busquei dominá-la, direcionar o alvo.
No fundo, jamais resolvi minha timidez, apenas criei um personagem para mediar os conflitos. Carpinejar foi meu amigo imaginário, Fabrício não passava de um menino encabulado vestindo as fantasias coloridas do escritor.
Mas cansei, não quero mais lutar contra a aparência, não pretendo mais combater nada nem ninguém.
Não é desistência, é aceitação de como sou. É serenidade. É sabedoria da precariedade.
Desejo a simplicidade, atrair o respeito tão somente pela voz e pelas ideias.
A alegria será a minha única loucura, o amor será meu único escândalo, a amizade será a minha mais veemente alegoria.
É óbvio que Juliana está sendo culpada pela transformação. Sempre a mulher do sujeito é dita como a responsável pela metamorfose. Como se o homem carecesse de personalidade para assumir suas escolhas.
Mas ela não fez nenhum pedido. Não interferiu em absolutamente coisa alguma. Jamais criou um pré-requisito ou estabeleceu uma condição para permanecermos juntos.
Sua existência é que me modificou. A partir dela, não preciso mais mentir, ocultar, distorcer, fingir, omitir, trapacear, exagerar.
Não tenho o porquê de não me apresentar inseguro e provisório.
Há agora em mim a honestidade de se entregar por completo, e não se envergonhar dos medos.
O que posso dizer é que com Juliana eu me sinto finalmente bonito.
Eu sou bonito.
Queria dizer que eu me acho bonito.
E não guardo receio de que alguém pense o contrário.
Sou bonito. Meu espelho é a verdade, não mais a beleza.
Fabrício Carpinejar
sexta-feira, 21 de junho de 2013
ORAÇÃO A MIM MESMO
Que eu me permita olhar e escutar e sonhar mais.
Falar menos.
Chorar menos.
Ver nos olhos de quem me vê a admiração que eles me têm
e não a inveja que prepotentemente penso que têm.
Escutar com meus ouvidos atentos
e minha boca estática,
as palavras que se fazem gestos
e os gestos que se fazem palavras.
Permitir sempre escutar aquilo que eu não tenho me permitido escutar.
Saber realizar os sonhos que nascem em mim e por mim
e comigo morrem por eu não os saber sonhos.
Então, que eu possa viver
os sonhos possíveis
e os impossíveis;
aqueles que morrem
e ressuscitam
a cada novo fruto,
a cada nova flor,
a cada novo calor,
a cada nova geada,
a cada novo dia.
Que eu possa sonhar o ar, sonhar o mar,
sonhar o amar, sonhar o amalgamar.
Que eu me permita o silêncio das formas,
dos movimentos,
do impossível,
da imensidão de toda profundeza.
Que eu possa substituir minhas palavras
pelo toque,
pelo sentir,
pelo compreender,
pelo segredo das coisas mais raras,
pela oração mental (aquela que a alma cria e
que só ela, alma, ouve e só ela, alma, responde).
Que eu saiba dimensionar o calor, experimentar a forma,
vislumbrar as curvas, desenhar as retas, e aprender o sabor da exuberância que se mostra nas pequenas manifestações da vida.
Que eu saiba reproduzir na alma a imagem que entra pelos meus olhos, fazendo-me parte suprema da natureza, criando-me
e recriando-me a cada instante.
Que eu possa chorar menos de tristeza e mais de contentamentos.
Que meu choro não seja em vão,
que em vão não sejam
minhas dúvidas.
Que eu saiba perder meus caminhos, mas saiba recuperar meus destinos com dignidade.
Que eu não tenha medo de nada, principalmente de mim mesmo:
— Que eu não tenha medo de meus medos!
Que eu adormeça toda vez que for derramar lágrimas inúteis,
e desperte com o coração cheio de esperanças.
Que eu faça de mim um homem sereno
dentro de minha própria turbulência,
Sábio
dentro
de meus
limites
pequenos
e inexatos,
humilde diante de minhas grandezas tolas e ingênuas
(que eu me mostre o quanto são pequenas minhas grandezas
e o quanto é valiosa minha pequenez).
Que eu me permita ser mãe, ser pai, e, se for preciso,
ser órfão.
Permita-me eu ensinar o pouco que sei
e aprender o muito que não sei,
traduzir o que os mestres ensinaram e compreender a alegria
com que os simples traduzem suas experiências;
respeitar incondicionalmente o ser;
o ser por si só,
por mais nada que possa ter além de sua essência,
auxiliar a solidão de quem chegou,
render-me ao motivo de quem partiu
e aceitar a saudade de quem ficou.
Que eu possa amar e ser amado.
Que eu possa amar mesmo sem ser amado,
fazer gentilezas quando recebo carinhos;
fazer carinhos mesmo quando não recebo gentilezas.
Que eu jamais fique só, mesmo quando eu me queira só.
Amém.
Oswaldo Antonio Begiato
sábado, 25 de maio de 2013
Saudades desse lugar tão meu...
Quem me compra um jardim com flores?
borboletas de muitas cores,
lavadeiras e passarinhos,
ovos verdes e azuis nos ninhos?
Quem me compra este caracol?
Quem me compra um raio de sol?
Um lagarto entre o muro e a hera,
uma estátua da Primavera?
Quem me compra este formigueiro?
E este sapo, que é jardineiro?
E a cigarra e a sua canção?
E o grilinho dentro do chão?
(Este é meu leilão!)
Cecília Meireles
quinta-feira, 2 de maio de 2013
domingo, 28 de abril de 2013
quinta-feira, 7 de março de 2013
Amando Carpinejar...
Mulher Perdigueira
Meus amigos reclamam quando suas namoradas o perseguem. Lamentam o barraco do ciúme, a insistência dos telefonemas para falarem praticamente nada, o cerceamento dos horários.
Sempre as mesmas tramas de tolhimento da liberdade, que todos concordam e soltam gargalhadas buscando um refúgio para respirar.
Eu me faço de surdo.
Fico com vontade de pedir emprestada a chave da prisão para passar o domingo. Acho o controle comovente. Invejável.
Não sou favorável à indiferença, à independência, ao casamento sartreano. Fui criado para fazer um puxadinho, agregar família, reunir dissidentes, explodir em verdades. Duas casas diferentes já é viagem, não me serve.
Aspiro ao casamento pirandelliano, um à procura permanente do outro. Sou um totalitário na paixão. Um tirano. Um ditador. Não me dê poder que escravizo. Não me dê espaço que cultivo. Não me eleja democraticamente que mudo a constituição e emendo os mandatos.
Quero uma mulher perdigueira, possessiva, que me ligue a cada quinze minutos para contar de uma ideia ou de uma nova invenção para salvar as finanças, quero uma mulher que ame meus amigos e odeie qualquer amiga que se aproxime. Que arda de ciúme imaginário para prevenir o que nem aconteceu. Que seja escandalosa na briga e me amaldiçoe se abandoná-la. Que faça trabalhos em terreiro para me assustar e me banhe de noite com o sal grosso de sua nudez. Que feche meu corpo quando sair de casa, que descosture meu corpo quando voltar. Que brigue pelo meu excesso de compromissos, que me fale barbaridades sob pressão e ternuras delicadíssimas ao despertar. Que peça desculpa depois do desespero e me beije chorando.
A mulher que ninguém quer, eu quero. Contraditória, incoerente, descabida. Que me envergonhe para respeitá-la. Que me reconheça para nos fortalecer.
A mulher que não sabe amar recuando e não tolera que eu ame atrasado. Que parcele em dez vezes seu dia, que não pague a conversa à vista na hora do jantar, que não junte suas notícias para contar de noite como um relatório. Admiro os bocados, as porções, as ninharias. Alegria pequena e preciosa de respirar rente ao seu nariz e definir com que roupa vou ao serviço.
O amor é uma comissão de inquérito, é abrir as contas, é grampear o telefone, é cheirar as camisas. É também o perdão, não conseguir dormir sem fazer as pazes.
O amor é cobrança, dor-de-cotovelo, não aceitar uma vida pela metade, não confundi-la com segurança. Exigir mais vontade quando ela se ofereceu inteira. Enlouquecê-la para pentear seus cabelos antes do vento. Enervá-la para que diga que não a entende. E entender menos e precisar mais.
Quem aspira ao conforto que se conserve solteiro. Eu me entrego para dependência. Não há nada mais agradável do que misturar os defeitos com as virtudes e perder as contas na partilha.
Não há nada mais valioso do que trabalhar integralmente para uma história. Não raciocinar outra coisa senão cortejá-la: avisá-la para espiar a lua cheia, recordar do varal quando começa a chover, decorar uma música para surpreendê-la, sublinhar uma frase para guardá-la.
Sou doido, mas doido varrido. Bem limpo. Aprendi a usar furadeira e agora entro fácil em parafuso. Quero uma mulher imatura, que possa adoecer e se recuperar do meu lado. Uma mulher que me provoque quando não estou a fim. Que dance em minhas costas para me reconciliar com o passado. Que me acalme quando estou no fim do filtro. Que me emagreça de ofensas.
Não me interessa um tempo comigo quando posso dividir a eternidade com alguém.
Quero uma mulher que esqueça o nome de seu pai e de sua mãe para nascer em meus olhos. Em todo momento. A toda hora. Incansavelmente. E que eu esteja apaixonado para nunca desmerecê-la, que esteja apaixonado para não diminuí-la aos amigos.
Meus amigos reclamam quando suas namoradas o perseguem. Lamentam o barraco do ciúme, a insistência dos telefonemas para falarem praticamente nada, o cerceamento dos horários.
Sempre as mesmas tramas de tolhimento da liberdade, que todos concordam e soltam gargalhadas buscando um refúgio para respirar.
Eu me faço de surdo.
Fico com vontade de pedir emprestada a chave da prisão para passar o domingo. Acho o controle comovente. Invejável.
Não sou favorável à indiferença, à independência, ao casamento sartreano. Fui criado para fazer um puxadinho, agregar família, reunir dissidentes, explodir em verdades. Duas casas diferentes já é viagem, não me serve.
Aspiro ao casamento pirandelliano, um à procura permanente do outro. Sou um totalitário na paixão. Um tirano. Um ditador. Não me dê poder que escravizo. Não me dê espaço que cultivo. Não me eleja democraticamente que mudo a constituição e emendo os mandatos.
Quero uma mulher perdigueira, possessiva, que me ligue a cada quinze minutos para contar de uma ideia ou de uma nova invenção para salvar as finanças, quero uma mulher que ame meus amigos e odeie qualquer amiga que se aproxime. Que arda de ciúme imaginário para prevenir o que nem aconteceu. Que seja escandalosa na briga e me amaldiçoe se abandoná-la. Que faça trabalhos em terreiro para me assustar e me banhe de noite com o sal grosso de sua nudez. Que feche meu corpo quando sair de casa, que descosture meu corpo quando voltar. Que brigue pelo meu excesso de compromissos, que me fale barbaridades sob pressão e ternuras delicadíssimas ao despertar. Que peça desculpa depois do desespero e me beije chorando.
A mulher que ninguém quer, eu quero. Contraditória, incoerente, descabida. Que me envergonhe para respeitá-la. Que me reconheça para nos fortalecer.
A mulher que não sabe amar recuando e não tolera que eu ame atrasado. Que parcele em dez vezes seu dia, que não pague a conversa à vista na hora do jantar, que não junte suas notícias para contar de noite como um relatório. Admiro os bocados, as porções, as ninharias. Alegria pequena e preciosa de respirar rente ao seu nariz e definir com que roupa vou ao serviço.
O amor é uma comissão de inquérito, é abrir as contas, é grampear o telefone, é cheirar as camisas. É também o perdão, não conseguir dormir sem fazer as pazes.
O amor é cobrança, dor-de-cotovelo, não aceitar uma vida pela metade, não confundi-la com segurança. Exigir mais vontade quando ela se ofereceu inteira. Enlouquecê-la para pentear seus cabelos antes do vento. Enervá-la para que diga que não a entende. E entender menos e precisar mais.
Quem aspira ao conforto que se conserve solteiro. Eu me entrego para dependência. Não há nada mais agradável do que misturar os defeitos com as virtudes e perder as contas na partilha.
Não há nada mais valioso do que trabalhar integralmente para uma história. Não raciocinar outra coisa senão cortejá-la: avisá-la para espiar a lua cheia, recordar do varal quando começa a chover, decorar uma música para surpreendê-la, sublinhar uma frase para guardá-la.
Sou doido, mas doido varrido. Bem limpo. Aprendi a usar furadeira e agora entro fácil em parafuso. Quero uma mulher imatura, que possa adoecer e se recuperar do meu lado. Uma mulher que me provoque quando não estou a fim. Que dance em minhas costas para me reconciliar com o passado. Que me acalme quando estou no fim do filtro. Que me emagreça de ofensas.
Não me interessa um tempo comigo quando posso dividir a eternidade com alguém.
Quero uma mulher que esqueça o nome de seu pai e de sua mãe para nascer em meus olhos. Em todo momento. A toda hora. Incansavelmente. E que eu esteja apaixonado para nunca desmerecê-la, que esteja apaixonado para não diminuí-la aos amigos.
domingo, 24 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Parabéns meu eterno SEVERO SNAPE!
Um dos atores mais elogiados da série, intérprete do considerado melhor personagem, faz aniversário hoje! Há 67 anos, em Londres, nascia um dos expoentes do cinema atual, um ícone que marcou a infância de muitos e nos fez emocionar como ninguém antes em um filme: Alan Sidney Patrick Rickman.
Confira no blog a homenagem ao gênio:http://migre.me/dm5Vv
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
sábado, 16 de fevereiro de 2013
THE WINNER IS
E pra quem venceu a si mesmo? Oque é reservado?
Sou um ser humano que sobreviveu a um holocausto, e daí? De que me serve?
As cicatrizes que trago dos ferimentos que sofri me desfiguraram a face, me tornei uma massa disforme incapaz de atrair para si mesmo um olhar sequer de piedade, que dirá de cuidado.
De que adianta ter escapado com vida das intempéries se me tornei um ser amputado incapaz de me defender.
Pra que serve estar aqui agora, se a dor que dilacera meu peito me impede de apreciar a preciosidade que é estar vivo. Aliás, por que temer a morte se meu espírito já se entregou à ela?
Quando olho para trás e verifico o caminho que percorri, vou me deparando com meus destroços emocionais e fico pensando: Do que me valeu passar por tudo isso?
Chegando na minha origem e de lá olhando para o meu percurso uma certeza me assola, nunca foi diferente.
Sou um combatente que só lutou, nunca viveu um momento de trégua, nunca houve um acordo de paz, mesmo que me garantisse as mínimas vantagens.
Um guerreiro sem água, sem comida, sem teto, sem estímulo.
O que me trouxe até aqui?
Das demandas que tive na vida, de nenhuma delas sai vencedor. Sobrevivi a elas muitas vezes fugindo como um rato imundo para o esgoto mais próximo, como uma barata repugnante, que se acomoda nos mínimos espaços.
Sobrevivi.
Mas pra que? Por que? Qual o propósito disso tudo?
Hoje reúno meus andrajos, pego aqui e ali um caco, um galho, uma pedra e tento travar mais uma batalha. talvez seja a minha grande batalha, possivelmente a maior.
Sem qualquer estímulo e dilacerado pelo pavor, sinto-me mais tentado a me entregar ao inimigo do que me movimentar em um campo de batalhas.
Até por que sou um soldado raso, sem qualquer condecoração. Não sirvo como homem abatido pelo meu opositor.
E por que continuar? Por que já me foi roubado o que anima os seres humanos, a vontade.
Sou um zumbi que continua de pé reagindo aos instintos primários.
Só espero que o inimigo aceite minha humilde rendição e que minha morte me traga um pouco de dignidade.
TEMOR.
As cicatrizes que trago dos ferimentos que sofri me desfiguraram a face, me tornei uma massa disforme incapaz de atrair para si mesmo um olhar sequer de piedade, que dirá de cuidado.
De que adianta ter escapado com vida das intempéries se me tornei um ser amputado incapaz de me defender.
Pra que serve estar aqui agora, se a dor que dilacera meu peito me impede de apreciar a preciosidade que é estar vivo. Aliás, por que temer a morte se meu espírito já se entregou à ela?
Quando olho para trás e verifico o caminho que percorri, vou me deparando com meus destroços emocionais e fico pensando: Do que me valeu passar por tudo isso?
Chegando na minha origem e de lá olhando para o meu percurso uma certeza me assola, nunca foi diferente.
Um guerreiro sem água, sem comida, sem teto, sem estímulo.
O que me trouxe até aqui?
Das demandas que tive na vida, de nenhuma delas sai vencedor. Sobrevivi a elas muitas vezes fugindo como um rato imundo para o esgoto mais próximo, como uma barata repugnante, que se acomoda nos mínimos espaços.
Sobrevivi.
Mas pra que? Por que? Qual o propósito disso tudo?
Hoje reúno meus andrajos, pego aqui e ali um caco, um galho, uma pedra e tento travar mais uma batalha. talvez seja a minha grande batalha, possivelmente a maior.
Sem qualquer estímulo e dilacerado pelo pavor, sinto-me mais tentado a me entregar ao inimigo do que me movimentar em um campo de batalhas.
Até por que sou um soldado raso, sem qualquer condecoração. Não sirvo como homem abatido pelo meu opositor.
E por que continuar? Por que já me foi roubado o que anima os seres humanos, a vontade.
Sou um zumbi que continua de pé reagindo aos instintos primários.
Só espero que o inimigo aceite minha humilde rendição e que minha morte me traga um pouco de dignidade.
TEMOR.
domingo, 10 de fevereiro de 2013
Saudades...
Saudades de estar por aqui, em lugar que não é tão explícito.
Saudades de falar um pouco de mim, de como tenho me sentido, dos medos que me apavoram.
O ano começou e as coisas estão tão complicadas. Férias que não são férias. Descanso sem descansar.
Cansada das meias palavras, dos sentimentos velados, dos medos calados.
Vontade de erguer a cabeça e ser simplesmente feliz.
Respirar até encher os pulmões, voltar a suspirar...
Saudade de tempos menos conturbados, de problemas mais simples e de uma cabeça menos pirada.
Devo voltar, logo devo estar de volta. Esse lugar me faz falta, como me faz falta viver, não somente existir.
Saudades de falar um pouco de mim, de como tenho me sentido, dos medos que me apavoram.
O ano começou e as coisas estão tão complicadas. Férias que não são férias. Descanso sem descansar.
Cansada das meias palavras, dos sentimentos velados, dos medos calados.
Vontade de erguer a cabeça e ser simplesmente feliz.
Respirar até encher os pulmões, voltar a suspirar...
Saudade de tempos menos conturbados, de problemas mais simples e de uma cabeça menos pirada.
Devo voltar, logo devo estar de volta. Esse lugar me faz falta, como me faz falta viver, não somente existir.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Harmonia
O pensador russo Giurdzhiev que, no início do século passado, já falava em autoconhecimento e na importância de se saber viver, traçou algumas regras de vida que foram colocadas em destaque no Instituto Francês de Ansiedade e Stress, em Paris.
Segundo os especialistas em comportamento humano, quem consegue praticar a metade dessas lições, com certeza terá mais harmonia íntima e menos estresse.
As regras são as seguintes:
1- Faça pausas de dez minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo.
2- Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analisando suas atitudes.
3- Aprenda a dizer não sem se sentir culpado ou achar que magoou. Querer agradar a todos é um desgaste enorme.
4- Planeje seu dia, sim, mas deixe sempre um bom espaço para o improviso, consciente de que nem tudo depende de você.
5- Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam os seus quadros mentais, você se exaure.
6- Esqueça, de uma vez por todas, que você é imprescindível. No trabalho, em casa, no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua atuação, a não ser, você mesmo.
7- Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos. Não é você a fonte dos desejos, o eterno mestre de cerimônias.
8- Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas.
9- Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os, porque são pura perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes.
10- Tente descobrir o prazer de fatos cotidianos como dormir, comer e tomar banho, sem achar que isso é o máximo a se conseguir na vida.
11- Evite se envolver na ansiedade e tensão alheias enquanto ansiedade e tensão. Espere um pouco e depois retome o diálogo, a ação.
12- Saiba que a família não é você, está junto de você, compõe o seu mundo, mas não é a sua própria identidade.
13-Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso, a trave do movimento e da busca.
14- É preciso ter sempre alguém em quem se possa confiar e falar abertamente, ao menos num raio de cem quilômetros.
15- Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda. Nunca perca o sentido da importância sutil de uma saída discreta.
16- Não queira saber se falaram mal de você e nem se atormente com esse lixo mental. Escute o que falaram bem, com reserva analítica, sem qualquer convencimento.
17- Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é ótimo... para quem quer ficar esgotado e perder o melhor.
18- A rigidez é boa na pedra, não no homem. A ele cabe firmeza, o que é muito diferente.
19- Uma hora de intenso prazer substitui com folga três horas de sono perdido. O prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca as oportunidades de se divertir.
20- Não abandone suas três grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé.
21- Por fim, entenda de uma vez por todas, definitiva e conclusivamente: você é o que fizer de você mesmo.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
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